­

startfoto

Durante o curso Aquaevidence 2008 em Leuven/Louvain, na Bélgica (www.aquaevidence.eu), foram realizadas, com absoluto sucesso, em uma sessão de teste, as primeiras medições sofisticadas dos efeitos dos padrões do Método Bad Ragaz utilizando EMG. O grupo de projeto elaborou então o projeto de pesquisa, que constituiu a base de referência para um estudo preliminar que se realizou na Clínica Valens, em Bad Ragaz, Suíça em 18 e 19 de outubro de 2008. Foi utilizado um equipamento WiFi de 4 canais (www.kine.is) e realizadas medições dos efeitos dos padrões de membros inferiores bilaterais recíprocos assimétricos. Os dados obtidos requerem agora análise, mas a constatação inicial foi que os músculos se comportaram de acordo com as tabelas de PNF. Particularmente, parece que a resistência isométrica é da maior importância para obter a função muscular adequada tanto da perna isotônica como para o tronco. Da mesma forma, o efeito do emprego das técnicas de Combinação de Isotônicas e Timing para Ênfase foi claramente visto em distintos padrões de sinais.

A primeira parte da análise resultou no seguinte texto:
O Método Bad Ragaz (BRRM) é uma versão aquática da Facilitação Proprioceptiva Neuromuscular (PNF), melhorando a função muscular através de padrões de movimento e utilizando a resistência proporcionada pelo fisioterapeuta. Presume-se que a utilização das extremidades (MMII, MMSS) como alavancas ativará os músculos do tronco e que o feedback do fisioterapeuta deflagrará uma adequada resposta muscular. Ambas as hipóteses ainda não foram confirmadas. Ademais, a coerência das respostas musculares para o mesmo fisioterapeuta e também entre fisioterapeutas distintos ainda é desconhecida. Os objetivos deste estudo eram examinar a ativação muscular ocorrente em um padrão convencional de tronco/pernas e avaliar semelhanças e diferenças entre os sinais EMG gerados por dois experientes fisioterapeutas executando o mesmo padrão de Bad Ragaz.
Trata-se de informação relevante acerca da variabilidade inter- e intra-fisioterapeuta num contexto de diversas repetições de um padrão de Bad Ragaz, essencial para caracterizar ditos padrões e avaliar seus efeitos.
Participaram do teste uma pessoa hígida, familiarizada com o padrão, sem antecedentes de distúrbios da perna ou da coluna, e dois fisioterapeutas experientes com o Método Bad Ragaz.
O padrão do Bad Ragaz aplicado provocou a perna direita a executar um movimento de flexão-adução-rotação externa (isotônico) e a perna esquerda, um padrão rotacional estabilizador isométrico de extensão-adução-rotação externa. Foram executadas duas séries de 15 repetições. Foi empregado um equipamento de EMG de superfície sem fio para examinar músculos agonistas na perna e no tronco (tibial anterior direito, adutor magno direito, oblíquos externos direito e esquerdo). Foram quantificados os tempos de contração, de intervalo e de atividade contrátil (média quadrática ou "root mean square" [RMS]). Os instantes de deflagração e de volta ao repouso (tempo e RMS) de todos os músculos foram referidos aos instantes de início e término da atividade do tibial anterior. Não serão aqui apresentados os cálculos estatísticos, mas foi possível concluir que os fisioterapeutas experientes executaram o padrão de Bad Ragaz com um grau moderado de coerência e também que um padrão de pernas do Bad Ragaz pode ativar músculos externos oblíquos. Esta última conclusão é importante para pacientes requerendo estabilização do núcleo.

Copyright © Johan Lambeck / Urs Gamper
All rights reserved

General Data protection Regulation statement

twitterfacebook

­